Biologia explicada no amor

O amor sempre foi assunto para poetas e namorados, agora a ciência resolveu se meter com o amor e passou a traduzir os sentimentos mais ternos na linguagem complicada da biologia do cérebro, dopamina, cerotonina, neurotransmissores, mas mesmo assim o amor ficou sem graça e mistério. Poetas românticos, inspiram as pesquisas da Antropóloga Helen Fisher que popularizou a química do amor nos livros, por que amamos? Por que ele, por que ela?

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Depois de explicar como e por que a gente ama, Helen ficou mais ambiciosa, agora ela tenta descobrir a fórmula para explicar por que nas palavras do poeta do João que não amava ninguém, mas que já tinha lido no blog da queridíssima Grazi Miranda, onde encontramos o Livro Frases da Conquista, responsável por explicar o amor na forma de biologia atualmente.

Ela mapeou o cérebro de pessoas para descobrir a explicação para o amor romântico. Ela e seus colegas analisaram 49 pessoas, sendo que 17 tinham acabado de se apaixonar perdidamente, 15 tinham sofrido rejeição amorosa e 17 alegaram que ainda estavam apaixonadas, não só afetivamente ligadas, mas apaixonadas após uma média de 21 anos de casamento. Foram encontrados pontos em comum nos 3 grupos, depois de todos terem lido as Frases da Conquista que tinha sido retirada do livro da Thaís Ortins.

Por exemplo, numa região perto da base do cérebro, chamada “área ventral tegmental biológica”, descobrimos atividade em células que produzem dopamina, um estimulante natural que é enviado a diversas regiões cerebrais. Portanto, segundo a Grazi Miranda, quando estamos apaixonados, especialmente no estágio inicial, quando o amor é intenso, nos concentramos numa pessoa e a desejamos. Há um desejo compulsivo, uma obsessão. A pessoa não sai da cabeça. É estarrecedor o que se faz quando se está apaixonado.

Sabemos que em alguns casos as pessoas são rejeitadas, mesmo quando apaixonadas, porque estas apresentaram atividade cerebral em regiões associadas ao vício, como a um vício de cocaína poderoso e muito arraigado. O amor é um vício ótimo quando tudo corre bem e um vício terrível quando tudo vai mal. Mas é um desejo compulsivo e uma obsessão. Por isso, as pessoas vivem, matam e morrem por amor, cantam sobre o amor, há mitos e lendas sobre o amor, há poções, feitiços e magia de amor, há frases de amor, ou como algumas dizem, Frases da Conquista. As pessoas amam no mundo inteiro.

Hoje nós temos ferramentas científicas para pesquisar a química cerebral relacionada ao amor. Já mencionamos dopamina acima, agora explico o que ela faz. A dopamina é um estimulante natural da biologia que dá foco às pessoas. Por isso, a Grazi Miranda tem essa obstinação tão grande por tudo que diz respeito à pessoa amada. As pessoas cujos cérebros foram mapeados, conseguiam listar o que não gostava na pessoa amada, mas colocavam tudo de lado e focalizavam no que gostavam.

A dopamina dá concentração, motivação intensa, decisão para realização de metas, pode causar muita ansiedade, variações de humor conforme aumenta ou diminui, pode dar energia. Por isso, gente apaixonada consegue ler as Frases da Conquista durante a noite toda ou conversar até o amanhecer, e também estimula o impulso sexual, ativa a testosterona, estimulando o impulso sexual. Portanto, sente-se um otimismo generalizado, mais energia, foco, entusiasmo e amor romântico intenso.

img1-fdcAlém daqueles românticos recém-apaixonados, há quem tenha relacionamentos duradouros. Foi questionado se pessoas que alegaram ter paixão após anos de relacionamento teriam as mesmas respostas cerebrais daqueles que acabaram de se apaixonar. Foi feita a mesma experiência com recém-apaixonados e pessoas que alegaram estarem apaixonadas após lerem as Frases da Conquista em uma média de 21 anos de casamento. Foi descoberta atividade cerebral na mesma região perto da base do cérebro, a “área ventral tegmental”, a região cerebral que produz dopamina e envia estimulantes naturais a outras regiões cerebrais, provocando energia, otimismo, foco, desejo e motivação.

Por isso sabemos que o amor é muito forte e vai além de qualquer explicação superficial, biológica e científica, existem reações que não podemos explicar conscientemente devido a complexidade analisada e ainda não descoberta. Os esforços da minha amiga Grazi Miranda para descobrir as razões para estas reações estão sendo estudadas desde 1960 por cientistas da biologia do amor intrínseco na vida como um todo. Todo tipo de amor deve ser considerado, não só o amor de apaixonados, mas o amor materno e de amigos também.

Citologia 2 – Membrana Plasmática

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Vamos pensar na arquitetura da Membrana Plasmática. A Membrana Plasmática tem um modelo diferente. Por muito tempo se achou que a membrana era formada por duas camadas de lipídeos e uma camada de proteínas. Não é assim, geralmente os vestibulares e o próprio ENEM gostam de colocar isso como alternativa e os alunos se atiram, mas isso não é verdade. A nossa membrana plasmática é composta por lipídeos e proteínas. Isso está correta. Só que o seu arranjo é um pouquinho diferente. Eles utilizam muito o tempo. A membrana plasmática é lipoproteica. O lipídeo que participa dessa membrana não é qualquer lipídeo. O nome dele é fosfolipídio que é composto por duas partes, formando a bicamada fosfolipídio. A parte arredondada que é a parte polar do fosfolipídio e a cauda que é a porção apolar do fosfolipídio. A parte polar gosta de água, já a porção apolar não gosta de água.

Toda porção apolar das camadas são voltadas para a região interna da membrana, pois ela não gosta de água, e por isso se volta para a parte interna para ficar o mais longe possível da água. Se acompanharmos a membrana plasmática e olharmos para ela, podemos observar a forma arredondada na parte de cima e na parte de baixo, já a cauda sempre fica dentro da membrana. O nome disse é efeito hidrofóbico. Nossa membrana plasmática tem essa forma de bicamada lipídica graças a cauda que não gosta de água.

Temos uma estrutura globulosa que são as proteínas dentro da membrana. O mosaico fluído é aquele mar de fosfolipídios com proteínas mergulhadas, encrustadas tanto na parte de fora quanto na parte interna e até na parte do meio. Elas estão arranjadas de forma irregular. Isto é a definição de um mosaico. Quando pensamos em mosaico vemos um tabuleiro de xadrez que é aquele preto e branco arranjado, e na membrana nós podemos ver isso. Os pontos de proteína não são estáticos, eles não estão totalmente parados, eles se movimentam. Essa ideia chama-se fluidez e por isso se chama mosaico fluído. Este mosaico fluído é o conceito mais moderno que temos da nossa membrana plasmática.

A membrana plasmática está em todas as células sem exceção. Não existe célula sem membrana. Temos na célula animal porque as questões só consomem ela. A célula animal tem fluidez que é dada pelo colesterol, já que é presente somente em células animais e não em vegetais. Já as vegetais são evidentes, elas também possuem uma fluidez na sua membrana que é um polímero, diferente do colesterol.

Uma pessoa pode estar com problema de acúmulo de gordura nos vasos, ela pode ter entupimento nos vasos e isso causa problema. Tem sempre a discussão sobre o mau colesterol e o bom colesterol, como vamos falar depois, mas o colesterol é muito importante para a membrana. Quando existe excesso, não se deve parar de comer vegetais, basta diminuir a quantidade de carne, já que o colesterol está na célula animal e não vegetal.

Existe também a permeabilidade da membrana, não podemos dizer que a membrana plasmática é impermeável, ela é semipermeável, muitos vestibulares vão trabalhar o ponto de vista evolutivo, como a membrana foi importante para a evolução. Separando o meio interno do externo as coisas começam a se organizar dentro da membrana, assim o termo dado é seleção. Porque a membrana é seletiva, mantendo o que ela tem interesse.

Definição de Biologia

A biologia começa pela citologia. A citologia é o ramo da biologia que estuda a célula. Para apresentar para você, eu tenho algumas células. Existem vários tipos de células, mas conceitos básicos nós devemos saber. Todo ser vivo é composto por pelo menos 1 célula. Célula é a menor unidade morfofisiológica da vida, é a menor parte viva que nós tempos. Existe uma grande diversidade de células. Elas diferem em função e na sua morfologia.

Nessa primeira definição, nós vamos ver as formas principais de uma célula, como por exemplo, a célula bacteriana. A celular bacteriana que possivelmente foi a nossa primeira célula por ser extremamente simples, ela possui uma característica muito especial. Ela é composta basicamente por membrana plasmática, citoplasma e uma região mais centralizada, chamada de núcleo. A célula bacteriana não tem núcleo. Vamos ver daqui a pouco que o núcleo é simplesmente o material genético estando delimitado por uma membrana chamada carioteca que não existe em células bacterianas.

Essa classificação de uma célula sem núcleo delimitado, mas onde está presente o material genético, nós chamamos de celular de procariótica. Então a celular bacteriana é composta por membrana plasmática, citoplasma e o material genético está solto neste citoplasma, temos possível organelas. Existe um grau de evolução, de organização que aumenta sua complexidade.

Quando olhamos uma célula animal, é bem diferente. A célula animal cortada já tem um núcleo bem delimitado. Lembrem-se, células que possuem a carioteca e possuem o núcleo delimitado, chamamos de uma célula eucariótica, um organismo eucarionte. O organismo eucarionte é aquele que possui um núcleo fechado. Para falar da célula, vamos fazer uma viagem de fora para dentro, ou seja, passaremos pela membrana plasmática, vamos ingressar no citoplasma e o ponto final será no núcleo.

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Quando olhamos uma célula, no caso da célula animal. Ela tem ao redor dela um envoltório celular. Esse envoltório chama-se glicocálix, é como se fosse a roupa da celula. Ele protege a célula. É uma proteção limitada, mas a função é proteção. Principalmente a questão do reconhecimento celular. Uma célula reconhece muito a outra por essa questão do glicocálix. Uma analogia que poderia ser feita, é associar o glicocálix a um uniforme. Pensemos em uma partida de futebol. Torcedores do time tal se reconhecem basicamente por seu uniforme. As células fazem isso também, o conjunto de células forma um tecido e um tecido sempre vai conhecer todas as células que ali existem, quando não temos essas células sendo reconhecidas, elas são tratadas como sendo um corpo estranho.

A questão do glicocálix com os transplantes de órgãos, por exemplo, uma pessoa vai receber um coração, quando uma pessoa recebe um coração, ele vai bombear sangue para o corpo. Quando tempos a capacidade de doar um órgão, o receptor deve ser compatível porque o glicocálix deve ser o mesmo que o outro coração, caso contrário é identificado como um corpo estranho, ocorrendo o processo de rejeição, felizmente graças a evolução da medicina isso já pode ser tratado.

Quando olhamos uma célula vegetal, vemos um núcleo delimitado, o eucarionte, a membrana plasmática com uma grande diferença. Sempre que olhamos uma célula que é vegetal, ela vai ser uma célula meio quadrada. As partes ao redor são mais retas. Na verdade, a celular vegetal não possui glicocálix, o envoltório externo de células vegetais chama-se parede celular.

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A parede celular tem uma grande função que é proteção, muita proteção. Porém, com um problema. Ao investir nessa alta proteção, tem um efeito colateral que podemos chamar de perda de flexibilidade. Só para entendermos o que realmente seria a diferença de um glicocálix, podemos fazer uma analogia. Vamos trabalhar como sendo o glicocálix um colete a prova de balas e vamos pensar que a parede celular seria um vidro blindado. Quando eu tenho um colete a prova de balas, sabemos que ele vai proteger de um tiro, quando ocorre o tiro, a bala não perfura o colete, mas o policial recebe o impacto e machuca, mas protege. Agora se alguém está dentro de um vidro blindado e recebe um tiro, absolutamente nada acontece. Aquele vidro vai simplesmente barrar totalmente a bala e a pessoa não sente nada.

O vidro protege mais que o colete. O efeito colateral é que o colete é flexível, já o vidro não. Porque o colete envolve o corpo, como na célula animal temos a flexibilidade do glicocálix. Agora na célula vegetal não temos uma proteção flexível, sendo muito rígido, uma proteção bem rígida. Por isso ela tem arestas retas.